Almirante shiva, a cápsula da viagem no tempo

- Não fazemos apologia a drogas – até porque cannabis sativa não é droga. Essa foi uma experiência em uma viagem que tive ouvindo o ep “Foco” da banda Almirante Shiva, logo não se trata de uma resenha sobre o trabalho. Eu, Pedro, sou um grande fã da banda, e achei interessante compartilhar essa experiência com outras pessoas. Não deixem de ouvir o trabalho dos caras. Para aqueles que gostam de uma boa psicodelia setentista, esse é um prato cheio!

John Smith

Almirante shiva – ep FOCO

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   Almirante Shiva

   Que a galera da almirane shiva vem conquistando os ouvidos e as lombras daqueles que a escuta não é novidade. Mas o que será que eles têm que causa esse efeito de dependência depois do primeiro play em seus ep’s? Como diria um amigo “shiva é crack”.

 

     Não dá pra simplesmente pegar uma banda, debulhar as musicas e apenas entregar a formula para cativar as pessoas. Isso não existe. Mas tenho comigo a vantagem de ter presenciado três dos principais momentos que se pode vivenciar com uma banda: o primeiro e mais “vulgar”, ouvir. Conhecer o que eles fazem, acompanhar cada coletânea, cada ep, cada musica, participação em algum canal, especiais... ser um fã realmente. Segundo, ver o lado humano, além do artista. Bandas que antes de um show, simplesmente param do teu lado, bebem uma cerveja, fumam seus cigarros, apreciam a banda que está no palco, trocam uma ideia, é algo corriqueiro em eventos que estou acostumado a ir, mas para um FÃ, eles passam a merecer certa atenção.      E o terceiro ponto, e acredito eu ser o de mais peso nessa equação é poder refletir depois de digamos, “explodir uma bomba”. Para aqueles que têm esse costume, sabem que a presença de detalhes muitas vezes despercebidos quando ouvimos algum cd no corre - corre do dia a dia faz toda a diferença quando queremos explorar as entrelinhas dos riffs, dos grooves de bateria, dos solos, das lindas linhas de baixo.

     Foi depois de uma “viagem” dessa espécie que eu finalmente achei as palavras para descrever – ou tentar mostrar – o que eu, Pedro, consigo captar e interpretar desse trabalho. E achei interessante colocar em palavras escritas o meu lado de “FOCO”.

O Ep

       Para situar quem ainda está por aqui, “Foco” é o segundo trabalho da Almirante Shiva. Lançado em 2016 pelo selo Martelo. Diferente do primeiro ep, o auto intitulado “Almirante Shiva”, não vemos tanto a presença dos grooves funkeados. Porém eles chegaram metendo o pé na porta já com a primeira música que nos transporta para uma sala de estúdio, onde uma banda grava uma Jam. Essa é a palavra, “JAM”. Com tudo o que se tem direito. Metais, percussão, mudança no andamento no meio da música... enfim. Recomendo ouvirem antes de seguir com a leitura. Seguindo as músicas do ep, nota-se um experimentalismo um tanto ousado, absolutamente no nada entra uma linha de sitar, por exemplo. Para o deleite daqueles que acham que psicodelia deve ter esse tipo de elemento – particularmente, foi uma porrada na minha cabeça e um disparo no coração – e então fechando com uma espécie de história narrada pelas letras, e a partir daqui vou começar o que me é de interesse.